quarta-feira, 6 de abril de 2011

Os segundos semestres

A dor possui um grande poder educativo: faz-nos melhores, mais misericordiosos, mais capazes de nos recolhermos em nós mesmos e persuade-nos de que esta vida não é um divertimento, mas um dever."
(Cesare Cantú)

Muito tempo que estou offline.
Vivi muita experiências dolorosas nesses meus últimos anos. Depois de muito tempo sobrou tempo para que as dores voltassem como quem quer ressuscitar das cinzas.
Nesses tempos passados minha vida foi acalorada com problemas difíceis, porém solucináveis . No segundo semestre de 2008 o meu filhote querido em fase de grande importância na sua vida ( época de vestibular)foi mais uma vitima das pessoas insensíveis e irresponsáveis no transito, resultado foi cirurgiado por causa de uma esmagadura no seu lindo pé, mas logo se recuperou porque ele é um vencedor imbatível, por conta disso, eu como uma mãe "leoa" atropelei minha vida e fui me dedicar ao meu amado filho e cuidar da sua recuperação. Deus com sua imensa misericórdia me fez vencedora através do meu filho . Hoje é um estudante de engenharia civil da UFPE, vencemos essa etapa. Nesse ano esqueci as dores, coloquei-as de molho e a amitrilpilina e o mirtax foram esquecidos na gaveta .
Em 2009 fui mais uma vez surpreendida no mesmo segundo semestre com mais uma novidade de Deus, meu filho de número 2 foi alertado de forma excepcional pelas divindades que tinha um tumor na cabeça, mais uma vez o segundo semestre me deu pavor, medo, angustia, tristeza, revolta, mas acima de tudo muita garra porque eu só tinha dois caminhos enfrentar a dura batalha nos corredores de consultórios médicos, clinicas, hospitais e a fé em Deus para livrar o meu filho de 17 anos daquele mal e nós livrar da dor, mais uma vez o bem venceu o mal e meu filho está completamente curado. Nessa época a fibramialgia veio com muita força e eu precisei voltar a amitrilpilina e ao mirtax( 40mg por dia).
Em 2010 estava morando em uma nova cidade, nos mudamos porque meu marido precisou mudar de emprego e eu como boa companheira de 22 anos resolvi acompanhá-lo como sempre fiz. Comecei uma vida nova e parecia que dessa vez estava de fato livre dos fantasma do passado, novo trabalho, sonhos se realizando e mais uma vez o segundo semestre entrou em ação, meu marido acabou ficando sem o emprego e minha vida mais uma vez iria passar por mais lutas e mais sonhos desfeitos. Hoje voltei a minha velha morada, meu marido partiu para outro estado em busca de trabalho e eu entrei em um processo de desânimo tão intenso que a fibramialgia retornou nua, crua e valente.

Hoje viva e com fibromialgia, mas forte porque venho vencendo etapas difíceis e desejo mais do que tudo continuar postando, BASTA de procrastinar.

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